Juros menores

Com a inflação convergindo para a meta, o mercado espera cortes da Selic entre 0,50 e 0,75 ponto percentual em cada uma das próximas quatro reuniões do Copom. Para janeiro, a aposta majoritária é de meio ponto. Para o fim do ano, o mercado prevê que a taxa Selic chegue a 10,25%, mas há quem estime taxa de um dígito. (Bloomberg News)
Inflação na meta

A desaceleração da alta dos preços deve se acentuar, com o IPCA recuando de 6,38% em 2016 para 4,9% este ano, segundo economistas. Além de abrir espaço ao corte de juros, melhora o poder aquisitivo do consumidor. A inflação ampliou o desconforto da população com a recessão e o desemprego acima de 11%.
PIB estanca queda

A previsão para o crescimento do PIB neste ano vem piorando desde setembro, anulando boa parte do otimismo gerado pelo impeachment de Dilma. Ainda assim, há sinais de estabilização das previsões em torno de expansão de 0,5%. Assim, a recessão poderia terminar em meados de 2017, preparando o terreno para a retomada em 2018.
Câmbio mais estável
O dólar disparou 6% em novembro com a eleição de Donald Trump, mas a maior parte da alta foi devolvida em dezembro. Investidores apostam que o novo presidente americano possa não ser tão radical quanto pareceu na campanha. Outro motivo do alívio recente foi o fato de o governo Temer ter conseguido avançar com as reformas.
Contas externas equilibradas

A balança comercial fechou 2016 com superávit comercial de US$ 47 bilhões, mas puxado por queda de importações, devido à recessão. Para 2017, espera-se superávit, mas com aumento de exportações e importações. Mesmo em 2016 o saldo comercial ajudou reduzir drasticamente o déficit em conta corrente, o que ajudou na estabilidade recente do câmbio.
Reformas

A manutenção do otimismo do mercado brasileiro está condicionada sobretudo à aprovação das reformas. A esperança dos investidores aumentou após previsão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de aprovação da reforma da Previdência no Congresso até o fim do semestre, o que evitaria o ano de 2018, de eleições.
Commodities em alta

Os preços de commodities, que caíram agudamente entre 2011 e 2015, voltaram a subir no ano passado, ainda que apenas 11%. Foi suficiente para trazer alívio a grandes empresas, como Vale e Petrobras. Para manter o bom desempenho, será necessário que Trump não gere sobressaltos nos EUA e que a China evite desaceleração mais abrupta.
Fonte: O Globo



