Preparação, postura profissional e comunicação adequada continuam sendo diferenciais importantes nos processos seletivos modernos.
Uma pesquisa divulgada pela CareerBuilder revelou alguns dos comportamentos mais inusitados já registrados durante entrevistas de emprego. Entre os casos relatados por recrutadores estão candidatos que pediram abraço ao entrevistador, tentaram gravar a conversa secretamente ou passaram parte da entrevista verificando o Facebook.
Além das situações curiosas, o estudo também mostrou um ponto importante para profissionais que participam de processos seletivos: a primeira impressão continua sendo decisiva.
Segundo a pesquisa:
- 48% dos entrevistadores afirmaram saber, nos primeiros cinco minutos, se o candidato é adequado ou não para a vaga;
- 87% disseram formar uma percepção definitiva nos primeiros 15 minutos da conversa.
O levantamento foi realizado nos Estados Unidos entre 6 de novembro e 2 de dezembro de 2013, ouvindo 2.201 gestores e profissionais de recursos humanos.
De acordo com Rosemary Haefner, vice-presidente de Recursos Humanos da CareerBuilder:
“Os empregadores querem perceber confiança e interesse genuíno pela oportunidade. A entrevista não é apenas um momento para apresentar habilidades, mas também para demonstrar que o candidato é alguém com quem as pessoas gostariam de trabalhar.”
Os erros mais bizarros registrados em entrevistas
Entre os relatos coletados pela pesquisa, alguns comportamentos chamaram a atenção dos recrutadores:
- Um candidato justificou seu comportamento dizendo que havia tomado tranquilizantes em excesso;
- Outro interpretou um personagem de Star Trek durante a entrevista;
- Um candidato fingiu atender uma ligação para participar de uma entrevista com uma empresa concorrente;
- Houve quem chegasse vestido para corrida, afirmando que iria treinar logo após a entrevista;
- Um candidato pediu um abraço ao entrevistador;
- Outro tentou gravar a conversa secretamente;
- Um participante levou um álbum com fotos pessoais;
- Um candidato afirmou ser seu próprio herói;
- Houve quem verificasse o Facebook durante a entrevista;
- Um candidato colidiu o carro contra o prédio da empresa;
- Outro exibiu os dentes ao falar sobre benefícios odontológicos;
- Um entrevistado manteve os fones de ouvido durante toda a conversa;
- Um candidato chegou a incendiar o jornal do entrevistador quando foi desafiado a impressioná-lo;
- Outro compartilhou detalhes pessoais sobre questionamentos envolvendo a paternidade da filha;
- E houve até quem pedisse o telefone da recepcionista por interesse pessoal.
Os erros mais comuns em entrevistas de emprego
Embora os casos inusitados chamem atenção, os recrutadores apontaram que os problemas mais frequentes continuam ligados à postura profissional e preparação do candidato.
Os erros mais citados foram:
- Demonstrar desinteresse pela vaga (55%);
- Usar roupas inadequadas (53%);
- Transmitir arrogância (53%);
- Falar mal do empregador atual ou anterior (50%);
- Atender o celular ou enviar mensagens durante a entrevista (49%);
- Mostrar desconhecimento sobre a empresa ou o cargo (39%);
- Não apresentar exemplos concretos de experiências anteriores (33%);
- Compartilhar informações pessoais em excesso (20%);
- Fazer perguntas pessoais ao recrutador (17%).
A importância da linguagem corporal
A pesquisa também destacou que a comunicação não verbal influencia diretamente a percepção dos recrutadores.
Muitos candidatos acabam transmitindo insegurança, ansiedade ou falta de preparo por meio da postura e da linguagem corporal.
Entre os comportamentos mais negativos apontados estão:
- Evitar contato visual (70%);
- Não sorrir durante a conversa (44%);
- Manter postura inadequada (35%);
- Demonstrar inquietação ou nervosismo excessivo (44%);
- Ficar mexendo em objetos sobre a mesa (29%);
- Aperto de mão muito fraco (27%);
- Permanecer com os braços cruzados (24%);
- Mexer constantemente no cabelo ou tocar o rosto (24%);
- Utilizar gestos excessivos;
- Dar um aperto de mão excessivamente forte (5%).
Muito além do currículo
A entrevista de emprego não avalia apenas competências técnicas. Comunicação, postura, preparo e equilíbrio emocional também fazem parte da percepção construída pelo recrutador.
Em muitos casos, pequenos comportamentos acabam transmitindo mais sobre o candidato do que as próprias respostas dadas durante a conversa.



