São Paulo ainda está no topo da lista geral das cidades mais empreendedoras, segundo estudo da Endeavor Brasil
O Rio de Janeiro lidera o ranking das cidades mais inovadoras do país em 2017, de acordo com estudo realizado pela Endeavor Brasil. A cidade subiu duas posições, ficando à frente de São José dos Campos (2°), Florianópolis (3°), Blumenau (4°) e São Paulo (5°). No ranking geral das cidades mais empreendedoras do Brasil, São Paulo ainda mantém a liderança pela conectividade, infraestrutura de terminais aeroportuários e serviços, além de uma iniciativa para desburocratizar o processo de abertura e licenciamento de empresas (Confira, na galeria abaixo, quem faz parte das cidades mais empreendedoras do país). O Rio se destacou em inovação graças, em parte, a contratos de concessão e investimentos do BNDES e da FINEP. São José dos Campos, que caiu uma posição, ainda chama atenção como maior polo tecnológico do país – englobando Embraer, ITA e universidades especializadas em ciência e tecnologia. Na outra ponta estão cidades na Região Nordeste: Fortaleza, Teresina, São Luís e Maceió ocupam as últimas posições em inovação. No aspecto Cultura Empreendedora, Natal apareceu em primeiro lugar, seguida de Maringá, Teresina, Florianópolis e Goiânia. De acordo com a Endeavor, o ranking considerou potencial para empreender com alto impacto e imagem do empreendedorismo. O levantamento apontou que as populações de cidades mais ao Norte tendem a ter uma cultura empreendedora mais forte, com uma visão mais positiva de quem começa seu próprio negócio, enquanto as cidades das regiões Sudeste e Sul, por exemplo, concentram maior mercado de trabalho, o que levaria a prática do empreendedorismo a perder relevância. Brasília, por exemplo, aparece como última colocada. O destaque de São Paulo entre as cidades mais empreendedoras está ancorado no tamanho e na qualidade de sua economia. Com um PIB superior a meio trilhão de reais – o maior do país – que corresponde a cerca de 11% da produção total, São Paulo lidera ainda o acesso ao capital de risco – que normalmente alimenta as startups – seguida de Florianópolis. Fica bem à frente do Rio de Janeiro, o segundo maior PIB da nação, mas que ainda assim fica em quinto quando se considera desenvolvimento econômico.


